<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>50 Anos da Rádio Nacional de Brasília</title>
	<atom:link href="http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.radionacional.am.br</link>
	<description></description>
	<pubDate>Fri, 29 May 2009 22:48:05 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.5.1</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Ação periferia, primeiro programa de rap brasileiro em rede nacional</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=264</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=264#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 20:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[Comunicação Pública]]></category>

		<category><![CDATA[Cufa]]></category>

		<category><![CDATA[EBC]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional de Brasília]]></category>

		<category><![CDATA[Rap]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=264</guid>
		<description><![CDATA[Ouça matéria aqui
Durante uma hora, uma vez por semana, um grupo de radialistas da Central Única de Favelas, a CUFA do Distrito Federal, comanda o Ação Periferia. Ariel Reiler, um dos apresentadores do Ação Periferia, que está no ar desde janeiro, conta que é o primeiro programa de rap brasileiro em rede nacional.
“O rap está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouça matéria <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/05/29-05-09-novos-programas-acao-periferia-ricardo-carandina-nacional-51-anos.mp3">aqui</a></p>
<p>Durante uma hora, uma vez por semana, um grupo de radialistas da Central Única de Favelas, a CUFA do Distrito Federal, comanda o Ação Periferia. Ariel Reiler, um dos apresentadores do Ação Periferia, que está no ar desde janeiro, conta que é o primeiro programa de rap brasileiro em rede nacional.</p>
<p>“O rap está atingindo os interiores dos estados. Interior de Minas, interior de São Paulo, interior do Sul, interior do Nordeste também. Isso é muito legal. Eu acho que a galera que gosta, que escuta a gente, tá tendo uma repercussão muito boa esse trabalho.”</p>
<p>A parceria da CUFA-DF com a Empresa Brasil de Comunicação, que opera a Rádio Nacional, começou no ano passado num colóquio de parcerias. O evento foi promovido pela EBC, em setembro. A intenção era colocar em prática a decisão de incluir produções da sociedade na programação das emissoras de rádio da empresa. Bráulio Ribeiro, assessor da Superintendência de Rádio, explica que a idéia é dar espaço a questões que normalmente estão fora dos veículos de comunicação comerciais.</p>
<p>“Uma gama enorme de outros assuntos, de outras questões, não são tratadas pela grande mídia, e se não forem as emissoras públicas, essa realidade vai continuar sendo invisível de certa forma. E tem muita coisa boa acontecendo, tem muito movimento importante de organização da juventude, movimentos culturais, movimentos educacionais que acontecem e que são, de certa forma, invisíveis para o grande público porque não é de interesse da mídia comercial.”</p>
<p>O Ação Periferia toca música produzida em comunidades de todos os estados do País. A produtora, Fábia Pessoa, conta que é uma forma diferente de colocar a periferia na mídia.</p>
<p>“Você não está só absorvendo o que vem do centro para as periferias, mas a periferia mandando informação para o centro, e falando o que ela gosta, o que ela ouve e o que é importante pra ela. É um espaço pra tudo isso, eu acho que é a oportunidade, é o que faltava.”</p>
<p>O programa também leva informação sobre tudo o que é de interesse do cidadão. E Cláudia Maciel, repórter responsável pelo noticiário do programa, conta que também no jornalismo o Ação Periferia quer dar voz às comunidades.</p>
<p>“A nova proposta é inserir uma pessoa de periferia pra ela sentir pertencente mais ainda ao programa, não só escutar, mas não, ela estar com a voz dela lá também. Ela dando uma notícia da sua cidade, seja um evento, seja dizendo que lá tá precisando de luz.”</p>
<p>O Ação Periferia vai ao ar aos sábados, das sete às oito da noite, na Rádio Nacional de Brasília (AM).</p>
<p>Reportagem: Ricado Carandina</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=264</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/05/29-05-09-novos-programas-acao-periferia-ricardo-carandina-nacional-51-anos.mp3" length="2638286" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>Cidade 980, noticiário em parceria com ouvintes e rádios comunitárias</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=262</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=262#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 19:16:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Cidade 980]]></category>

		<category><![CDATA[DF]]></category>

		<category><![CDATA[EBC]]></category>

		<category><![CDATA[Entorno]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Comunitárias]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional AM de Brasília]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional de Brasília]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=262</guid>
		<description><![CDATA[Ouça matéria aqui
O caçula da programação da Rádio Nacional de Brasília (AM) nasceu ousado: quer ouvir e deixar falar o ouvinte, principalmente aquele que vive fora da região central. O editor do Cidade 980, Alisson Machado, conta que o público pode participar, inclusive, da definição do conteúdo do programa.
&#8220;A gente está buscando sempre pautas sugeridas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouça matéria <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/05/27-05-09-novos-programas-cidade-980-ricardo-carandina-nacional-51-anos-ra-dora.mp3">aqui</a></p>
<p>O caçula da programação da Rádio Nacional de Brasília (AM) nasceu ousado: quer ouvir e deixar falar o ouvinte, principalmente aquele que vive fora da região central. O editor do Cidade 980, Alisson Machado, conta que o público pode participar, inclusive, da definição do conteúdo do programa.</p>
<p>&#8220;A gente está buscando sempre pautas sugeridas por essas pessoas. A gente tem dois canais: e-mail e Central do Ouvinte. No jornal, a gente também tem a participação do ouvinte pelo menos quatro vezes.  Estimulamos a participação com denúncia, sugestão&#8221;, explica Alisson.</p>
<p>Além disso, a equipe do Cidade 980 vai às ruas falar com a população. Katiana Rabelo, repórter, descreve a experiência: &#8220;É muito bom poder ouvir a comunidade, as pessoas mais afastadas do centro, que não são deputados, senadores. Muitas vezes a gente fala em Brasília e pensa no Congresso apenas. Mas na verdade Brasília é uma cidade como qualquer outra. Tem problemas de estrutura e precisamos correr atrás para mostrar a realidade, mostrar como vivem as pessoas do DF e também do Entorno&#8221;.</p>
<p>A também repórter Liliane Farias conta que algumas reportagens são verdadeiros desafios, mas garante que a experiência tem sido gratificante: &#8220;É uma emoção muito grande poder trazer o Entorno para o DF e levar todas essas informações. Nossos ouvintes do Entorno são muito importantes. Querem saber o que acontece na cidade deles e não apenas o que ocorre no Plano Piloto&#8221;.</p>
<p>E ainda tem mais. O Cidade 980 abriu espaço para rádio comunitárias. Por enquanto, são <span id="OBJ_PREFIX_DWT1949" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1950" class="Object">dez</span></span> emissoras que trazem informações sobre temas relevantes para a comunidade onde estão inseridas. Uma delas é a Planaltina FM. O presidente da emissora, João Batista de Oliveira Filho, conta que a rádio desenvolve projetos com estudantes e diz como eles se sentem quando ouvem no Cidade 980 notícias sobre a cidade onde moram.</p>
<p>&#8220;Eles ficam felizes de terem a oportunidade de se reconhecerem em outro meio de comunicação de um alcance maior, saberem que a cidade estará sendo retratada de uma forma justa, para que o DF como um todo seja capaz de ouvir aquilo que nós gostaríamos que os outros tivessem conhecimento&#8221;, afirma João Batista.</p>
<p>O repórter Lourival Macedo, um dos mais experientes da Rádio Nacional, também integra a equipe do Cidade 980. Para ele, o programa, que está no ar há pouco mais de um mês, deve consolidar ainda mais a proposta de participação das comunidades.</p>
<p>&#8220;Nós temos que levar a rádio para o interior do DF, para as cidades-satélites e também aproveitar esse momento de aniversário ou de qualquer acontecimento para estarmos lá fazendo a transmissão desses locais. Mas a programação melhorou muito e vamos melhorar bem mais&#8221;, diz Lourival.</p>
<p>O Cidade 980 vai ao ar de <span id="OBJ_PREFIX_DWT1951" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1953" class="Object">segunda</span></span> a <span id="OBJ_PREFIX_DWT1952" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1954" class="Object">sexta</span></span>, às seis e meia da tarde. Aqui na Nacional.</p>
<p>Reportagem Ricardo Carandina</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=262</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/05/27-05-09-novos-programas-cidade-980-ricardo-carandina-nacional-51-anos-ra-dora.mp3" length="3104310" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>Câmara Legislativa do DF promove sessão solene em homenagem à emissora</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=260</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=260#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 18:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Câmara Legislativa]]></category>

		<category><![CDATA[EBC]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Lopes]]></category>

		<category><![CDATA[Glória Maria]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional AM de Brasília]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional de Brasília]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=260</guid>
		<description><![CDATA[Ouça matéria aqui
A rádio foi criada para ser um elo de integração nacional. No início, transmitia inclusive os recados dos ouvintes para familiares que moravam em outros estados. Antes dela, os candangos que construíam a nova capital tinham os alto-falantes da Cidade Livre. Dona Lourdes Martins Soares é ouvinte fiel da rádio Nacional, desde aquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouça matéria <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/05/28-05-09-historia-e-sessao-solene-ricardo-carandina-nacional-51-anos.mp3">aqui</a></p>
<p>A rádio foi criada para ser um elo de integração nacional. No início, transmitia inclusive os recados dos ouvintes para familiares que moravam em outros estados. Antes dela, os candangos que construíam a nova capital tinham os alto-falantes da Cidade Livre. Dona Lourdes Martins Soares é ouvinte fiel da rádio Nacional, desde aquela época.</p>
<p>“A gente, lá na roça, com aqueles radinhos que minha mãe punha até&#8230; Rádio a pilha, né?&#8230; Então gente ouvia a Rádio Nacional sempre, só a Rádio Nacional, porque é a mãe de todas, é a mais poderosa. Então a gente se acostumou a ouvir a Rádio Nacional. Eu cheguei aqui em Brasília e a primeira coisa que eu fiz foi ir atrás da Rádio Nacional. Era o tempo do Meira Filho, Mascarenhas de Moraes, Tio Gilvan, essa turma toda antiga”, lembra dona Lourdes.</p>
<p>A Rádio Nacional de Brasília cresceu com a cidade, abriu espaço para os músicos locais e acompanhou as mudanças do país. Cinqüenta e um anos depois, mantém o propósito de colocar no ar música e informação de qualidade. Nesta sexta-feira (29), uma sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal comemorou o aniversário da rádio. A iniciativa foi da deputada Eliana Pedrosa – que está no comando da secretaria de Desenvolvimento Social.</p>
<p>“A Rádio Nacional está presente em quase todo nosso território e, principalmente, fazendo aquilo que é mais importante para a população: levando conhecimento dos novos projetos, dos direitos do cidadão, levando os principais acontecimentos. E para muitas pessoas, principalmente da região Norte, às vezes esse é o único veículo para localizar um parente, para elas poderem manifestar suas dificuldades. Então eu acho que é uma justa homenagem, é uma homenagem que a gente tem que deixar registrada mesmo, porque é muito profissionalismo, é muito serviço e são muitas pessoas que são atendidas e que têm os benefícios desse grande meio de comunicação”, destacou a secretária.</p>
<p>Participaram da sessão solene os cantores Cláudia, Fernando Lopes e José Portilho – que fizeram história na Rádio Nacional e – Diana, filha da cantora Glória Maria, que morreu no ano passado. Também foi realizada uma exposição de fotos e a apresentação de gravações históricas da rádio.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Reportagem Ricardo Carandina</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=260</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/05/28-05-09-historia-e-sessao-solene-ricardo-carandina-nacional-51-anos.mp3" length="2361104" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>Nacional de Brasília completa 51 anos ampliando parceria com sociedade</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=259</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=259#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 17:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>

		<category><![CDATA[Ação Periferia]]></category>

		<category><![CDATA[Cidade 980]]></category>

		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[EBC]]></category>

		<category><![CDATA[Em conta]]></category>

		<category><![CDATA[Espaço Arte]]></category>

		<category><![CDATA[Eu de Cá Você de Lá]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional AM de Brasília]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional de Brasília]]></category>

		<category><![CDATA[Revista Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Saudade Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[Tarde Nacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=259</guid>
		<description><![CDATA[A primeira rádio da capital faz aniversário no próximo domingo (31). Aos 51 anos, a Rádio Nacional de Brasília (EBC) segue levando informação e música para os ouvintes do Distrito Federal, Entorno e até mesmo de outros estados, sintonizados pela freqüência AM 980 KHz. Nesta sexta-feira (29), às 10h, a emissora será homenageada em sessão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira rádio da capital faz aniversário no próximo <span id="OBJ_PREFIX_DWT1296" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1298" class="Object">domingo</span></span> (31). Aos 51 anos, a Rádio Nacional de Brasília (EBC) segue levando informação e música para os ouvintes do Distrito Federal, Entorno e até mesmo de outros estados, sintonizados pela freqüência AM 980 KHz. Nesta <span id="OBJ_PREFIX_DWT1297" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1299" class="Object">sexta</span></span>-feira (29), às 10h, a emissora será homenageada em sessão solene na Câmara Legislativa do DF - de 8h às 12h, os estúdios da Nacional serão transferidos para transmissão ao vivo na Câmara.</p>
<p>A tradição de parceria com os candangos começou na época em que a capital ainda era um canteiro de obras e, para muitos trabalhadores, a rádio era o único meio de receber e dar notícias para os familiares. Nessas cinco décadas, a Rádio Nacional de Brasília manteve a interação com o ouvinte, por meio de programas como Revista Brasil, Cotidiano, Em Conta, Tarde Nacional, Espaço Arte, Eu de Cá Você de Lá e Saudade Nacional.</p>
<p>No cinqüentário da emissora, essa parceria com a comunidade foi intensificada, a partir de um Colóquio de Parcerias, onde organizações da sociedade civil, rádios comunitárias e artistas discutiram o futuro da rádio. Após o colóquio, foram criados programas como Ação Periferia, produzido pela Centra Única de Favelas (Cufa-DF), que aos sábados, das 19h às 20h, leva ao público novidades do rap candango e nacional. &#8220;Buscamos a fusão dos ritmos, trazendo produções nordestinas, por exemplo, em que a embolada aparece junto com a batida eletrônica&#8221;, explica o apresentador e produtor musicial do Ação Periferia, DJ Ariel Haller.</p>
<p>No ar desde <span id="OBJ_PREFIX_DWT1300" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1301" class="Object">abril</span></span> deste ano, o Cidade 980 também inovou o noticiário sobre o DF e o Entorno, com uma equipe de repórteres dedicados a investigar as principais questões do dia-a-dia do brasiliense, como trânsito, moradia, segurança, saúde e educação. &#8220;Estabelecemos ainda uma parceria com as rádios comunitárias, que entram ao vivo no Cidade 980, com informações produzidas a partir do olhar da própria comunidade&#8221;, conta o editor do programa, Alisson Machado.</p>
<p>As matérias e entrevistas que vão ao ar diariamente podem ser acessadas pela Radioagência Nacional (<span id="OBJ_PREFIX_DWT1304" class="Object"><span id="OBJ_PREFIX_DWT1307" class="Object"><a href="http://www.ebc.com.br/radioagencia/" target="_blank">www.ebc.com.br/radioagencia</a></span></span>).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=259</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Apenas 25% dos municípios da Amazônia possuem centros de referência</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=250</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=250#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 01:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Creas]]></category>

		<category><![CDATA[Disque 100]]></category>

		<category><![CDATA[Inesc]]></category>

		<category><![CDATA[Orçamento Criança]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional da Amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[Violência Sexual]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=250</guid>
		<description><![CDATA[Karina Cardoso
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia
O Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, o Disque 100, registrou 14 mil ligações nos estados da Amazônia Legal entre maio de 2003 e outubro deste ano. Dos cinco primeiros Estados recordistas em denúncias no Brasil, três estão localizados na região: Maranhão, Pará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Karina Cardoso<br />
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, o Disque 100, registrou 14 mil ligações nos estados da Amazônia Legal entre maio de 2003 e outubro deste ano. Dos cinco primeiros Estados recordistas em denúncias no Brasil, três estão localizados na região: Maranhão, Pará e Amazonas.</p>
<p>Apesar de os números evidenciarem a realidade do abuso e da exploração na Amazônia, os Centros de Referência Especial de Assistência Social (Creas) locais, que prestam apoio às crianças e adolescentes em situação de ameaça ou violação de direitos, estão em apenas 194 dos 807 municípios da região - 25% do total. Na Ilha do Marajó, funciona o único Crea com estrutura para atuação regional na Amazônia Legal.</p>
<p>Segundo a coordenadora do Departamento Social Especial do Ministério de Desenvolvimento Social, Maura Luciane de Souza, está sendo finalizado um estudo para definir a implementação de novos Creas na Amazônia, mas ainda não foram estabelecidos prazos.</p>
<p>“Vamos começar a avaliar as informações a partir dos dados de monitoramento que vai nos propiciar o olhar que ainda é necessário, onde nós temos que avançar. Vão ser importantes para que a gente faça uma análise e ainda possa aumentar o número de Creas nessa região.”</p>
<p>Além do número reduzido de Creas, um levantamento do Inesc, Instituto de Estudos Socioeconômicos, aponta como insuficientes os recursos disponibilizados pelo governo federal para a implementação de programas e ações de combate ao abuso e exploração sexual na Amazônia Legal.</p>
<p>Do total autorizado pela Lei do Orçamento Anual de 2008, na parte que contempla crianças e adolescentes, 5% foi destinado aos estados da Amazônia, cerca de R$ 1, 9 milhão. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2009 mantém praticamente esse mesmo índice, mas o valor do investimento deve passar para R$ 3,5 milhões.</p>
<p>Para as ações específicas de combate a violência sexual contra crianças e adolescentes, o valor destinado para a Amazônia Legal corresponderá à 13% do total, cerca de 10 milhões de reais. O analista do Inesc, Lucídio Bicalho, considera o número baixo, se comparado com os investimentos do resto do país e com as necessidades dos estados amazônicos.</p>
<p>“É uma região que carece mais da intervenção do estado, da atenção do estado em programas, por exemplo, de combate ao trabalho infantil, exploração sexual. O que a gente vê é que esses estados da região acabam tendo uma participação pequena dentro desse todo. O governo federal deveria apoiar regiões mais distantes do Brasil, com o seu conhecimento técnico e apoio financeiro.”</p>
<p>A secretária geral do Comitê Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Neide Castanha, acredita que a Amazônia avançou no combate à violência sexual, principalmente com o Pacto de Santarém, firmado no ano passado por governos e organismos internacionais. O pacto busca reforçar o combate à exploração sexual na BR-163, rodovia que liga os estados do Pará e do Mato Grosso.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">“Apesar desse avanço, os recursos ainda são insuficientes. Nós precisaríamos de inteligência na fronteira seca. Equipamentos mais apropriados para combater o tráfico de pessoas na rota que vai para a Europa, passando pelo Suriname. Temos ainda a questão do abuso sexual e a violência doméstica nas comunidades tradicionais, que exigem um tratamento diferenciado, de pesquisas amplas, por conta dos fatores culturais.”</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Esta semana será realizado no Rio de Janeiro o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Especialistas e representantes do governo e de organizações não governamentais querem ampliar o combate ao tráfico de pessoas, que na Amazônia está ligado à rede de exploração sexual.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=250</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Radionovelas educativas - Violência Sexual</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=242</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=242#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 23:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Spots Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Abuso Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Exploração Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Pará]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Margaridas]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[Radionovelas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=242</guid>
		<description><![CDATA[Confira as radionovelas educativas produzidas pela Rádio Margaridas, com patrocínio da Petrobras e apoio da Rádio Nacional. elas fazem parte da programação da Rádio Nacional da Amazônia (EBC).
Abuso sexual - Abra o bico
Abuso sexual - É crime
Abuso sexual - Revele
Exploração sexual - Nem pensar
Marcas do abuso sexual - parte 1
Marcas do abuso sexual - parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confira as radionovelas educativas produzidas pela <a href="http://www.radiomargarida.org.br/">Rádio Margaridas</a>, com patrocínio da Petrobras e apoio da Rádio Nacional. elas fazem parte da programação da Rádio Nacional da Amazônia (EBC).</p>
<p><a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/abuso-sexual-abra-o-bico.mp3">Abuso sexual - Abra o bico</a></p>
<p><a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/abuso-sexual-e-crime.mp3">Abuso sexual - É crime</a></p>
<p><a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/abuso-sexual-revele.mp3">Abuso sexual - Revele</a></p>
<p><a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/exploracao-sexual-nem-pensar.mp3">Exploração sexual - Nem pensar</a></p>
<p><a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/marcas-do-abuso-sexual-parte-1.mp3">Marcas do abuso sexual - parte 1</a></p>
<p><a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/marcas-do-abuso-sexual-parte-2.mp3">Marcas do abuso sexual - parte 3</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=242</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/abuso-sexual-abra-o-bico.mp3" length="1162034" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/abuso-sexual-e-crime.mp3" length="1239356" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/abuso-sexual-revele.mp3" length="1226817" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/exploracao-sexual-nem-pensar.mp3" length="1225772" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/marcas-do-abuso-sexual-parte-1.mp3" length="1230474" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/marcas-do-abuso-sexual-parte-2.mp3" length="1206964" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>No Acre, extrativistas buscam informação e lutam contra machismo</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=238</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=238#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 21:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Abuso Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Acre]]></category>

		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Extrativista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=238</guid>
		<description><![CDATA[Na quinta e última matéria da série de reportagens sobre projetos de combate à violência sexual na Amazônia Legal, confira a matéria sobre as ações desenvolvidas nas comunidades extrativistas e na capital do Acre. Ouça aqui.
Reportagem: Beth Begonha
Edição: Juliana Cézar Nunes
Sonoplastia: José Leite


======
O projeto que deu origem a esta reportagem foi o vencedor da categoria (rádio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na quinta e última matéria da série de reportagens sobre projetos de combate à violência sexual na Amazônia Legal, confira a matéria sobre as ações desenvolvidas nas comunidades extrativistas e na capital do Acre. <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-5-acre.mp3">Ouça aqui.</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Reportagem: Beth Begonha<br />
Edição: Juliana Cézar Nunes<br />
Sonoplastia: José Leite</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">======<br />
O projeto que deu origem a esta reportagem foi o vencedor da categoria (rádio ou televisão) do 4º Concurso <span class="nfakPe">Tim</span> Lopes para Projetos de Investigação Jornalística, realizado pela ANDI e Instituto WCF-Brasil, com o apoio do UNICEF, da OIT, da FENAJ e da ABRAJI.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=238</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/especial-acre.mp3" length="15712238" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-5-acre.mp3" length="8011131" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>No Maranhão, combate à violência sexual mobiliza comunidades quilombolas</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=236</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=236#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 20:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Andi]]></category>

		<category><![CDATA[Exploração Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>

		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional da Amazônia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=236</guid>
		<description><![CDATA[A quarta matéria da série sobre projetos de prevenção e combate à violência sexual na Amazônia Legal, confira as ações desenvolvidas nas comunidades quilombolas do Maranhão. Ouça aqui.
Reportagem e edição: Juliana Cézar Nunes
Sonoplastia: Gustavo Neto
Jovens e líderes de comunidades quilombolas no Maranhão estão mobilizados no combate à violência contra crianças e adolescentes. O estado possui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A quarta matéria da série sobre projetos de prevenção e combate à violência sexual na Amazônia Legal, confira as ações desenvolvidas nas comunidades quilombolas do Maranhão. <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-4-maranhao.mp3">Ouça aqui.</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Reportagem e edição: Juliana Cézar Nunes<br />
Sonoplastia: Gustavo Neto</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Jovens e líderes de comunidades quilombolas no Maranhão estão mobilizados no combate à violência contra crianças e adolescentes. O estado possui quase 800 comunidades remanescentes de quilombos, a maior parte delas na zona rural ou nas periferias.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A falta de escola e emprego já obrigou muitas famílias a permitir que os filhos saíssem de casa antes de completar 12 anos. As comunidades tentam agora mudar essa história e proteger crianças e adolescentes de violências como o abuso e a exploração sexual.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Na comunidade quilombola de São Cristóvão, em Viana, há 200 quilômetros de São Luís, os jovens participam do projeto Mobirim Irê, da organização Akoni, palavra que siginfica mulheres guerreiras. Maria Raimunda está no projeto.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Ela encontrou na dança afro um estímulo para superar a violência sofrida no trabalho doméstico infantil em São Luís, capital do estado. &#8220;Eu trabalhei numa casa que eu levei uma surra com mangueira de fogão de gás. Duas lapadas. Tinha um velho que era um pouquinho tarado. A minha cunhada também trabalhava numa casa que o velho tomava gosto com ela. Mas ela saiu.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A comunidade quilombola de São Cristóvão vive da plantação de mandioca e fabricação de farinha. No final da vila de chão batido e casas de barro e madeira, Maria Rosa Ferreira comemora a construção e funcionamento da escola. Quando ela não existia, uma das filhas de Maria Rosa foi estudar em São Luís e nunca mais voltou.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;Só fico pedindo a Jesus que um dia ele há de colocar ela no meu caminho pra mim olhar nela. Mas não sei como farei pra olhar ela. Acho que ela tem vergonha de alguma coisa. Há um tempo o tia dela mais novo olhou ela na praia. Mas sabe aquela multidão de gente. Mas quando ele chegou lá perto dela, de tanta gente, ele não olhou mais ela. Acho que ela olhou ele e se escondeu.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Maria Rosa faz parte do grupo de mulheres de São Cristóvão que estimula crianças e jovens a valorizar a cultura quilombola. Um dos líderes da comunidade, José Manuel Souza, o seu baeco, também se preocupa com os meninos que saem de lá em busca de emprego. Para incentivá-los a permanecer na comunidade, ele formou um grupo de tambor, que se apresenta na região.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;A gente nessa idade já se preocupa com os problemas dos nossos filhos. O povo é comunidade negra que também é rica na sua cultura, principalmente na sua cultura popular, que a gente se manifesta bastante, com bumba-meu-boi, festa do divino, tambor de crioula. O que tá de cima hoje é o bumba-meu-boi. Esse esse aí tá mexendo com o coração de todo mundo.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A união pela cultura e pela educação também é a aposta dos jovens e lideranças comunitárias de Alcântara, outro município do Maranhão. A cidade concentra o maior número de comunidades quilombolas em uma mesma região: cento e sessenta e duas.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A uma hora de barco de São Luís, Alcântara é conhecida em todo o mundo por sediar um centro de lançamento de foguetes. Lá, as famílias quilombolas se preocupam com os turistas, militares e funcionários de empresas estrangeiras, como explica Maria do Nascimento, diretora de Políticas de Promoção para Comunidades Tradicionais de Alcântara.</p>
<p>&#8220;Nossa preocupação maior é quando há lançamentos de VLS no Centro de Lançamento de Alcântara. Aí vem pessoas de vários lugares, São Paulo, Rio de Janeiro e até de outros países. Eles circulam durante a noite aqui na sede do município, sempre rola uma paquera, e há casos de meninas que acabam engravidando, ficam mães solteiras. A gente em um incidência enorme quando há esses lançamentos.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Para oferecer outras perspectivas de vida para as meninas quilombolas de Alcântara, o governo local investiu em parcerias e projetos como o Nyamê, nome de origem africana que significa a junção da lua com o sol, símbolo da infância. Por meio dele, as adolescentes quilombolas recebem uma bolsa para ensinar brincadeiras tradicionais para crianças de dois a seis anos. Auricélia Pereira, de 17 anos, é uma das brinquedistas da comunidade quilombola de Santo Inácio. &#8220;Eu acho bacana assim por causa que a gente sabe lidar assim mais com as crianças, conhecer mais. Faz atividade de roda com eles.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Na maior comunidade quilombola de Alcantatara, Itamatatiua, as lideranças buscam alternativas de educação e renda para que os jovens permaneçam na região e não corram riscos nas cidades. As mulheres da comunidade criaram um centro de produção de artesanto em barro. Na escola, jovens professores como Cleiton Pereira atuam na conscientização dos adolescentes.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;Tem muito acontecimento que a partir de dez anos vão ficando grávida. O jovem que sai da comunidade por falta de emprego vai pra São Luís e Alcântara pra estudar, trabalhar. A gente fica todo o tempo avisando elas, falando sobre como é a vida. A gente se preocupa mesmo quando ela tá na cidade grande. Lá o negócio é diferente, então tem que falar sempre pra elas.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Os jovens quilombolas que vão para São Luís preocupam as organizações de defesa da criança e do adolescente da capital. O <em><span style="font-style: normal;">Centro</span></em><span style="font-style: normal;"> d</span>e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Padre <em><em>Marcos </em></em><em><span style="font-style: normal;">Passerini</span></em><span style="font-style: normal;"> desenvolve o projeto </span>Rompendo o Silêncio. A coordenadora do projeto, Nádia Guterres, confirma que na cidade muitas meninas quilombolas são submetidas a violência em casas de família.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;As crianças vem pra São Luís para o trabalho infantil doméstico com a desculpa que as pessoas trazem pra ajudar, essa menina trabalha, tem que estudar, e ela acaba sendo vítima da violência sexual. Ainda como uma herança da cultura escravista, que o senhor se dá o direito de violentar a escrava.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Nádia Guterres acredita que o desafio é a inclusão social das meninas quilombolas que vêm da zona rural e também daquelas que vivem nos chamados quilombos urbanos. Comunidades pobres originalmente formadas por famílias quilombolas. Bárbara Bruna, de 16 anos, mora em um desses quilombos urbanos do Maranhão: a ocupação Zumbi dos Palmares. Para se proteger da violência, ela participa de um projeto de inclusão pela cultura.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;Eu canto, danço. A gente passa a mensagem de enfrentamento com o grafite. E com a música também, porque a gente tá trabalhando esse assuntos, que é a violência contra a criança e o adolescente, a mãe solteira, meninos de rua. Tem gente que tem medo de denunciar.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Apesar o esforço dos jovens e lideranças comunitárias, o estado do Maranhão é o recordista da Amazônia no ranking do Disque Denúncia Nacional de Abuso. Foram quase cinco mil denúncias registradas desde 2003. Quilombolas urbanos e rurais reivindicam mais apoio do governo para garantir o futuro de meninos e meninas, livre de todos os tipos de violência.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">=============</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">O projeto que deu origem a esta reportagem foi o vencedor da categoria (rádio) do 4º Concurso <span class="nfakPe">Tim</span> Lopes para Projetos de Investigação Jornalística, realizado pela ANDI e Instituto WCF-Brasil, com o apoio do UNICEF, da OIT, da FENAJ e da ABRAJI.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=236</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/espescial-maranhao.mp3" length="5032336" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-4-maranhao.mp3" length="5161485" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>No Alto Solimões (AM), prevenção envolve conselheiros e lideranças indígenas</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=233</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=233#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 15:25:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Alto Solimões]]></category>

		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>

		<category><![CDATA[Andi]]></category>

		<category><![CDATA[Exploração Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Índios]]></category>

		<category><![CDATA[Tikuna]]></category>

		<category><![CDATA[Tim Lopes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=233</guid>
		<description><![CDATA[Na terceira matéria da série sobre projetos de combate à violência sexual na Amazônia Legal, confira reportagemsobre os projetos desenvolvidos no Alto Solimões, no Amazonas, fronteira com a Colômbia. Ouça o áudio.
Reportagem: Alessandra Vasconcelos
Edição: Juliana Cézar Nunes
Sonoplastia: Marcos Tavares 
Estamos na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru. Aqui, na Mesorregião do Alto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na terceira matéria da série sobre projetos de combate à violência sexual na Amazônia Legal, confira reportagemsobre os projetos desenvolvidos no Alto Solimões, no Amazonas, fronteira com a Colômbia. <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-3-alto-solimoes.mp3">Ouça o áudio.</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Reportagem: Alessandra Vasconcelos<br />
Edição: Juliana Cézar Nunes<br />
Sonoplastia: Marcos Tavares<strong> </strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Estamos na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru. Aqui, na Mesorregião do Alto Solimões, comunidades ribeirinhas indígenas e não-indígenas de nove municípios vivem no ritmo dos igarapés e rios. Quase metade da área é indígena. Nos últimos anos, com o crescimento das cidades às margens do Solimões, a população chegou a cerca de 200 mil habitantes.</p>
<p class="western">Problemas como abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes passaram a exigir atenção redobrada. Conselheiros tutelares, líderes comunitários e artistas se uniram para combater a violência sexual, que acontece em lares, barcos, bares e estradas.</p>
<p class="western">O conselheiro tutelar André Luiz Rocha coordena um dos principais projetos dessa rede: o Projeto Jacarezinho, em Benjamim Constant, centro comercial da mesorregião. Há sete anos, o projeto promove palestras e brincadeiras para crianças e adolescentes do Bairro da Coabã, um dos maiores da cidade. No quintal da casa de André, perto do igarapé, de árvores e bananeiras, a prevenção é feita com esclarecimento. A conversa aberta estimula denúncia de violências sofridas em casa, como o abuso sexual.</p>
<p>&#8220;Muitos casos que aconteciam lá a gente trouxe pro Conselho, porque fugia da competência da gente como trabalho dentro do projeto, a gente tentava ajudar de todas as formas as famílias, tentava conscientizar, quando a gente via que não tinha resultado a gente trazia pra justiça, onde tem alguns casos de criança do projeto que estão correndo no Conselho Tutelar, questão de bebida alcoólica, abusos e hoje avançou muito porque melhorou a situação, hoje nossa maior preocupação é a desestrutura da família, que a família está um pouco desestruturada devido a bebida alcoólica.&#8221;</p>
<p class="western">O projeto Jacarezinho atende jovens como Aldeni, de 16 anos, que viu muitos amigos serem vítimas da rede de violência por falta de atenção e alternativas. &#8220;Lá dentro do bairro da Coabã era muito chato porque não tinha uma área de lazer para os jovens e nem crianças brincarem, e também melhorou muito não só a mim, como as dos outros colegas que participam ainda de lá, na área por exemplo, na influência da droga, porque que a influência da droga está demais, porque se você não pára para pensar vc cai nas drogas, na bebida.&#8221;</p>
<p class="western">A 22km de barco de Benjamin Constant, subindo o rio Solimões, uma ação em Tabatinga também tenta afastar os jovens das redes de tráfico de drogas e pessoas. Na fronteira com a Colômbia, é desenvolvido o projeto O sonho de um menino, coordenado pelo líder comunitário Valtenir Vieira.</p>
<p>Na cidade em que internet e quadras esportivas são raridades, os jovens participam de oficinas de informática e esporte em quadra de areia. &#8220;Com certeza, como todo mundo sabe, muitas vezes os jovens estão no caminho da perdição por falta de opção, por falta do que o que fazer, e qualquer pessoa sabe quando o jovem está praticando esporte, em qualquer lugar do mundo ele não tem tempo para está com ocupações que venha ser ruim pra ele. Então a gente percebe claramente estes jovens e outros muitas vezes que não querem participar, mas que são trazidos por estes jovens, a gente vê a mudança deles já, familiar, escolar, a gente percebe a mudança para melhor.&#8221;</p>
<p class="western">Em Tabatinga, os casos de exploração e abuso sexual levaram o governo federal a implementar o Programa Sentinela, que também conta com o apoio da comunidade. A coordenadora do projeto, Iris Batista, afirma que ainda é difícil saber o que se passa em áreas indígenas e rurais. Mas o número de denúncias de violência sexual na região tem aumentado, assim como o número de meninas que entram na rede de exploração sexual para ajudar na renda familiar.</p>
<p>&#8220;Nós tivemos casos de menores que fogem, a mãe vem apreensiva, e foge para a rua, mas antes de amanhecer o dia ela volta para a casa, e no dia seguinte a família não tem o que comer, está passando aquela situação, tem as outras crianças, que a mãe tem, então aquele dinheiro que aquela jovem adquiriu na rua, de certa forma ajuda a mãe a comprar o alimento, então quer dizer no começo a mãe faz a denúncia, a gente faz todo o trabalho, mas a gente tem muita dificuldade, porque tem a situação da carência da família, que acaba a mãe aceitando, porque ajuda financeiramente em casa, mal sabe ela que a filha está se prostituindo, está indo para um lugar muito ruim.&#8221;</p>
<p class="western">O trabalho dos conselheiros tutelares do Alto Solimões encontra obstáculos na falta de infra-estrutura. As denúncias sobre violência sexual em comunidades rurais e indígenas muitas vezes não são apuradas por falta de transporte ou mesmo telefone, como relata Irle Gomes, conselheira tutelar no município de Amaturá.</p>
<p>&#8220;Não tem como ir, até por questão de transporte, o conselho não tem o apoio com o transporte para irmos ao local, o caso chega ao conselho e nós atendemos a pessoa que vem denunciar a pessoa da própria família, a gente notifica o cidadão, até porque nós irmos à comunidade devido a dificuldade de transporte.&#8221;</p>
<p class="western">Os projetos de combate ao abuso e exploração sexual no Alto Solimões têm chamado a atenção das lideranças indígenas, que passaram a apoiar as iniciativas. O cacique da comunidade Umariaçu 2, Valdi Mendes, diz que é cada vez menos comum e aceito nas tribos o casamento de índias menores de idade com índios adultos.</p>
<p class="western">As comunidades de Umariaçu 1 e 2 reúnem cerca de 7 mil indígenas em uma área próxima ao aeroporto da cidade de Tabatinga. O cacique Valdi Mendes Tikuna reconhece que essa proximidade da área urbana tem facilitado a ação das redes de prostituição. Várias denúnicas de assédio de meninas já chegaram ao conhecimento do cacique, que pede ajuda.</p>
<p class="western">&#8220;Eu como cacique eu fica vendo tudo isso, o que que eu fiz, da nossa parte eu conscientizei povo, cobrei os agentes de saúde, cobrei meus professores que fazem parte da conscientização, para que eles ajudem a orientar o povo, muitas vezes a gente vê esse problema de não índio com índio é o ponto mais negativo. A gente vê que pode trazer problemas para parte da saúde das nossas jovens. Eu como cacique novo tenho que batalhar e lutar pra não permitir mais isso.&#8221;</p>
<p class="western">Na mesorregião do Alto Solimões, os jovens indígenas também estão mobilizados contra a violência sexual. Em Tabatinga, na comunidade de Belém do Solimões, eles criaram a banda Caboclos da Amazônia. A paróquia da cidade trouxe professores de música para orientar o grupo. Gustavo, um dos integrantes da banda, acredita que o projeto tem servido para oferecer outras perspectivas de futuro para os jovens indígenas.</p>
<p class="western">&#8220;A banda é formada por esses jovens que se interessaram, já que a comunidade vem crescendo, evoluindo, então a paróquia só veio abrir novos caminhos para a gente, para quem gosta de música, eu tenho certeza que a galera que está aqui curte bastante música, e por isso que estamos nesta caminhada, vamos ver o que vai dar daqui para a frente, esperamos que consigamos atingir os nossos objetivos.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Apesar da mobilização de líderes comunitários e indígenas, os projetos de proteção a crianças e adolescentes do Alto Solimões sofrem com a falta de apoio financeiro. As comunidades também reclamam da falta da punição e apuração adequada das denúncias. Ainda assim, as rede de combate ao abuso e exploração sexual segue encorajando famílias a não silenciar diante da violência sexual.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">===========</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">O projeto que deu origem a esta reportagem foi o vencedor da categoria (rádio ou televisão) do 4º Concurso <span class="nfakPe">Tim</span> Lopes para Projetos de Investigação Jornalística, realizado pela ANDI e Instituto WCF-Brasil, com o apoio do UNICEF, da OIT, da FENAJ e da ABRAJI.</p>
<p class="western">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=233</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/espescial-alto-solimoes-am1.mp3" length="14952388" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-3-alto-solimoes.mp3" length="5130347" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>Em Alta Floresta (MT), rede enfrenta estrutura deixada por garimpos</title>
		<link>http://www.radionacional.am.br/?p=231</link>
		<comments>http://www.radionacional.am.br/?p=231#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 15:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Matérias Amazônia Legal]]></category>

		<category><![CDATA[Alto Floresta]]></category>

		<category><![CDATA[Exploração Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Garimpo]]></category>

		<category><![CDATA[Madeireiras]]></category>

		<category><![CDATA[Mato Grosso]]></category>

		<category><![CDATA[Rádio Nacional da Amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[Tim Lopes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.radionacional.am.br/?p=231</guid>
		<description><![CDATA[Na segunda matéria da série de reportagens sobre projetos de combate e prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes na Amazônia, confira matéria especial sobre os projetos em andamento no Mato Grosso, na região de Alta Floresta. Ouça aqui.
Reportagem: Karina Cardoso
Edição: Juliana Cézar Nunes
Sonoplastia: Marcos Tavares
O Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na segunda matéria da série de reportagens sobre projetos de combate e prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes na Amazônia, confira matéria especial sobre os projetos em andamento no Mato Grosso, na região de Alta Floresta. <a href="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-2-mato-grosso.mp3">Ouça aqui.</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Reportagem: Karina Cardoso<br />
Edição: Juliana Cézar Nunes<br />
Sonoplastia: Marcos Tavares</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, o Disque 100, registra que desde 2007 o Mato Grosso se classifica como o terceiro Estado no ranking de denúncias de abuso sexual e violência praticados contra crianças e adolescentes. A frente está o Maranhão e em primeiro lugar o Pará, estado campeão de denúncias.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O município de Alta Floresta, localizado ao extremo norte do Mato Grosso, a 830 km da capital Cuiabá, enfrenta esse problema há pelo menos 25 anos. Nos anos 70, muitos garimpeiros se deslocaram para a região em busca do ouro. Para a assistente social do Creas, o Centro de Referência Especial de Assistência Social, Laila Burle da Costa, a estrutura que se formou em torno dos garimpos, com bares e casas e prostituição, é uma das responsáveis pela exploração sexual na região.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;O garimpo é que trouxe a formação da cidade. Então essa questão do trabalho infantil é presente aqui por conta disso. O abuso sexual, a exploração sexual aqui também é muito presente por conta do início da cidade.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A coordenadora do Creas em Alta Floresta, Sônia Conceição, acredita que a exploração sexual diminuiu nos últimos anos com o fim dos garimpos e com o fechamento da maioria das madeireiras na região, por exigência do Ibama. &#8220;O fluxo do transporte de madeiras para outros estados diminuiu. Menos madeireiras, menos carretas, menos motivos para as meninas ficarem na BR e nos postos de gasolina.&#8221;</p>
<p>Mas para a coordenadora, a falta de oportunidade dada aos jovens e a ausência de diálogo na família são os principais vilões da violência sexual. &#8220;É um conjunto: É a falta de emprego e em primeiro é a falta de diálogo na família. A porcentagem maior é de mães que criam seus filhos. Como a mãe trabalha muito, fica muito tempo fora e sem paciência para conversar com suas filhas. Como o diálogo é pouco e elas querem entrar sempre na moda, também falta emprego e estudo, pois são são incentivas a estudar, elas vão para a vida de exploração e de ganhar mais fácil como elas mesmas dizem.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Na tentativa de enfrentar esse problema, crianças e jovens de Alta Floresta participam de projetos sociais que incentivam a auto-estima e oferecem oportunidades. É o caso da organização não-governamental Menino Marceneiro, em que adolescentes criam brinquedos de madeira que são vendidos no próprio município. Mario têm 17 anos e conta como o projeto mudou sua vida.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&#8220;Ah, o projeto entrou na minha vida aí e deu uma força, né. Porque eu fazia quase nada. Agora ganho meu dinheirinho, ajudo em casa. Dá pra fazer um monte de coisa. Tem vezes que eu até me “enterto” aqui nesse negócio e começo a brincar com esses brinquedos.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Em Alta Floresta, crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e negligência familiar são recebidas em um Abrigo Municipal, supervisionado pelo Creas. O abrigo funciona em uma casa de dois quartos, com cozinha, banheiro, sala e lavanderia. A rotina da casa é comum a de qualquer outra residência. A diferença é que os jovens recebem acompanhamento psicológico e participam de atividades manuais e de lazer.</p>
<p>&#8220;Tem atividade de brincadeiras, com jogo de bola, fazer artesanato, escola, tem um monte de coisa. Tem um monte de livro lá dentro. Dá uma ajudinha pra esfriar a cabeça e não brigar e seguir em frente. Tem momentos tristes também. Longe da família e do meu filho. Mas tem coisa legal aqui também, aqui dentro tem oportunidades, tem estudo. Tem tempo de estudar, de lazer, de fazer os trabalhos. É muito bom ficar aqui também.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Em Alta Floresta, crianças e jovens também têm a oportunidade de praticar atividades esportivas e de lazer, como música, capoeira, desenho e teatro por meio de projetos sociais do governo federal, como o Agente Jovem e o Peti, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Marina está no Agente Jovem há dois anos e faz um balanço do que aprendeu.</p>
<p>&#8220;O balanço que eu faço é que desde que eu entrei aqui, eu não sabia muito daqui. Agora sei tudo. Aprendi muita coisa depois que entrei. Tem violão, tem música. Eu gosto de todas atividades. Ensina muito a gente  pra ir pro mercado de trabalho também.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Na tentativa de enfrentar a violência sexual no Mato Grosso, foi implantado o  Pair, o Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto juvenil no Território Brasileiro. O programa vai diagnosticar os principais problemas enfrentados em seis municípios:  Alta Floresta, Carlinda, Paranaíta, Apiacás, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde. É o que explica uma das supervisoras do Pair, Tatiana Arruda.</p>
<p>&#8220;O objetivo é a gente estar levantando essas dificuldades e estar trazendo soluções. E, principalmente, estar envolvendo todo mundo. Vamos integralizar todos os órgãos, as instituições que estão envolvidas na questão de violência sexual. Vamos criar uma rede interligada em relação a isso.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Nesses municípios, o Creas também atua por meio de uma Comissão Regional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração de Crianças e Adolescentes do Nortão, conhecida como Creaecan. Por meio de reuniões periódicas, são discutidas políticas de combate a todas as formas de violência e exploração.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Ações como essas permitem que a criança e o jovem não abram mão de seus sonhos. E que possam viver suas vidas com esperança.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">====</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">O projeto que deu origem a esta reportagem foi o vencedor da categoria (rádio ou televisão) do 4º Concurso <span class="nfakPe">Tim</span> Lopes para Projetos de Investigação Jornalística, realizado pela ANDI e Instituto WCF-Brasil, com o apoio do UNICEF, da OIT, da FENAJ e da ABRAJI.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.radionacional.am.br/?feed=rss2&amp;p=231</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2008/11/especial-mt.mp3" length="10402066" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.radionacional.am.br/wp-content/uploads/2009/03/capitulo-2-mato-grosso.mp3" length="3621932" type="audio/mpeg" />
		</item>
	</channel>
</rss>
